27/06/2011

Porquê ensinar crianças dos 0-3 anos?

Vale a pena ensinar crianças tão pequenas?

Ensinar bebês? É brincadeira! Não há necessidade;
Basta alguém cuidando deles para que a mãe possa assistir o culto;
Não é possível ensinar nada a essas crianças, elas não entendem ainda;
Qualquer pessoa pode ficar no berçário, é só para trocar fraldas;
Gastar dinheiro com equipamentos para o berçário? Que desperdício!;
Bebês só dormem e mamam, qualquer canto da igreja serve para este fim;

Você já escutou esses argumentos? Você já pensou assim? Ainda há dúvidas em sua mente se é válido gastar tempo, dinheiro, energia para ensinar crianças tão pequenas? Será que vale a pena ensinar crianças desta faixa etária?


Proverbios 22:6 "Instrui a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele." Quando é que devemos começar essa instrução? Com 7 anos? 12? Quando?
Os psicólogos e pedagogos dizem que os primeiros 5 anos são essenciais para o desenvolvimento da pessoa. Se esses anos são tão importantes para o desenvolvimento mental, emocional, físico, será que não são importantes espiritualmente também?


Por que os primeiros anos são tão importantes?

Tudo é novo para criança.
Está formando seus conceitos sobre o mundo, baseando-se nas primei-
ras experiências, esses conceitos podem ser certos ou errados, dependendo do tipo de
experiência que a criança tem.

As coisas que acontecem nos primeiros anos marcam a criança pelo resto da vida.

Exemplos: A criança que tem um pai carinhoso, atencioso, vai formar a idéia que adultos são bons, são pessoas confiáveis. Quando ela vai a igreja e encontra um lugar limpo e alegre para ela, com líderes preparadas e carinhosas, ela terá a impressão de que a igreja é um lugar feliz, onde ela é amada. Essas primeiras experiências formam a base para o futuro desenvolvimento da criança.

Há muitos elementos moldando as vidas das crianças durante esse período quando são facilmente influenciadas. Será que a igreja não deve ser uma destas influências?
Quando a criança chega à igreja e encontra sempre as mesmas pessoas para cuidarem dela, encontram uma sala limpinha e arrumada, encontram pessoas que cantam e falam de Jesus, ela está sendo moldada a pensar nas coisas de Deus. Deus será uma parte da sua vida desde a infância.

Deixaremos a formação espiritual em branco? Quando a igreja joga as crianças para qualquer canto, sem material , sem líderes, não há como aprender, conhecer e amar a Deus. Devido a esses factores, é necessário dizer: "Sim - vale a pena trabalhar com as crianças pequenas na igreja. " De fato, podemos dizer que é essencial. Podemos concordar que é necessário trabalhar com as crianças pequenas e não duvidar que é necessário ensiná-las sobre Deus.

Crianças pequenas precisam de orientação espiritual?

Ouvimos muitas vezes as Palavras de Jesus( leia Mateus 28:18,19). As crianças entram neste esquema? - Certamente! Elas têm uma natureza espiritual, precisam aprender as grandes verdades da Bíblia e de Deus. Só que elas tem que ser ensinadas ao seu nível de entendimento. Deus reconheceu essa necessidade quando recomendou o ensino aos filhos em Deuteronômio 6:6-9. Deus dá a tarefa de educar os filhos aos pais, mais isso não alivia a igreja de sua responsabilidade.


A igreja e os pais precisam trabalhar juntos para educar os filhos

Claramente,Deus preocupou-se com a educação de crianças. Ele, entendendo a natureza das crianças, sabe que elas precisam aprender de uma maneira bem natural. Por isso, Ele, o Criador do homem recomendou um ensino natural, aproveitando a natureza da criança para ensinar-lhe enquanto brinca, come e vive. Nosso ensino deve seguir esses mesmos padrões. Também, é bom lembrar que Deus achou importante que as crianças aprendam desde cedo, quem é Deus e como amá-lo.
Deus importou-se com a inclusão das crianças nas celebrações religiosas. Quando explicou a celebração da Páscoa, ele falou: (Ler Êxodo 13:7,8), Deus sabia que aquela refeição diferente iria despertar a curiosidade das crianças e Ele queria que elas estivessem incluídas na celebração, para que pudessem aprender o que Ele tinha feito. Assim estariam crescendo na fé, de uma maneira bem natural.

A igreja e os pais precisam andar juntos nesta missão, pois bem sabemos que a criança passa a maior parte do tempo com seus pais, por isso precisa viver em um ambiente onde Jesus é o centro de tudo e todos os dias, uma familia que ama a Deus e que o busca diariamente. A criança conhecerá a Deus cada vez mais intimamente e terá experiências no seu dia a dia de seu amor e do Seu cuidado , esta vivência será continuada na igreja onde a criança terá alegria e prazer de estar na casa de Deus.


O que as crianças podem entender da Bíblia?

"E todos os teus filhos serão ensinados do Senhor: e a paz de teus filhos será abundante" .(Isaías 54:13)

Existem pessoas que dizem que a Bíblia é somente para adultos e não há nada que as crianças possam entender dela, e por isso, não adianta ensinar nada a elas. No outro extremo há os que lêem a Bíblia para recém-nascidos e se esforçam pela memorização de versículos para as crianças de 1 ano.

A Bíblia é a Palavra de Deus, rico tesouro para nossas crianças também. Não daremos feijoada para um bebê e sim o leite, da mesma forma devemos ensinar a Bíblia gradativamente e na linguagem que a criança possa entender.

O currículo é preparado em cima de áreas de acordo com a necessidade espiritual. Geralmente, as necessidades espirituais são divididas nas seguintes 8 áreas:

Deus / Jesus / A Bíblia / O mundo natural / a Igreja / A familia / Os outros / A própria pessoa.

A tarefa das pessoas que trabalham com crianças é descobrir como comunicar de maneira clara e eficiente as verdades bíblicas de maneira que a criança entenda. As crianças precisam aprender de Deus e até encontrar deus em sua palavra, tanto quanto os adultos.

Qual deve ser nossa atitude para com as crianças?

"Eis que os filhos são herança da parte do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão"(Salmos 12:3).

* Deus dá muito valor a cada pessoa. A crianca está incluida.
* A criança foi criada a imagem de Deus ( Gen.1:27)
* A criança se comunica com Deus na sua linguagem
* Das crianças pertence o reino dos céus (Mateus 19:13-15)





Qual deve ser nossa atitude?

Muitas pessoas dizem que a igreja é uma grande familia, mas que familia é esta que não dá espaço ou tempo para seus filhinhos?

As crianças estão sob nossos cuidados, para serem nutridas, preparadas espiritualmente, até que estejam prontas para aceitarem a Jesus Cristo como seu Salvador.

Tiago condena a acepção de pessoas (leia Tiago 2:1-4). Quando não valorizamos devidamente as crianças na igreja, será que isto não está acontecendo?

Nossas crianças precisam sentir-se amadas e amar, quando a igreja demonstra carinho e amor a suas crianças através do ensino espiritual adequado, obedecendo a Jesus Cristo e ajudando as crianças a crescerem na fé. E assim fazendo o que Paulo escreveu em Efésios 4:12 (leia).

O que a igreja precisa fazer para ajudar as crianças a chegarem "a unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus"?


Como trabalhar com crianças?

Estudando o ministério de Jesus, não é difícil definir como o trabalho com crianças deve ser estruturado. Jesus tocou cada aspecto do homem e assim que deve ser o trabalho com crianças.

Jesus cuidou das necessidades:

· Físicas (Mateus 14:13-21)
· Sociais ( Mateus 9:9-12)
· Mentais (Lucas 4:22)
· Emocionais(Marcos 5:1-20)
· Espirituais (João 4)


Por que pessoas aceitam o desafio de trabalhar com crianças

Quando Jesus falou:(Mateus 25:40), ele estava falando com as pessoas que trabalhariam com crianças. Parece uma tarefa humilde, sem muita recompensa, mas é uma tarefa importantíssima, como já vimos. As crianças precisam de orientação espititual. Elas têm valor aos olhos de Deus. O que falta é uma disponibilidade de pessoas que queiram trabalhar seriamente com os pequeninos. Jesus fa-lou(leia João 10:27). Podemos e devemos seguir o exemplo de Jesus, ensinando a criança. Lembre-se:

Um médico pode curar doenças
Um dentista pode cuidar dos dentes
Seus pais podem lhe dar carinho e amor
Seus amigos podem ensiná-la a brincar em conjunto
Seus avós podem falar-lhes sobre o passado
A televisão pode mostrar-lhes o mundo
Mas...

Quem vai ensinar essa criança que Deus amou o mundo e enviou-lhe seu Filho? Quem?

Memorizando Versículos

1.       Explique o significado do verso

2.       Certifique-se de que as crianças entendem o significado de todas as palavras, principalmente as difíceis, para evitar que memorizem coisas que não entendam ou desenvolvam conceitos errados.

3.       Ajude as crianças a procurar o versículo em suas próprias Bíblias.

4.       Ajude as crianças a fazerem associações de imagens ao versículo, se ele permite isso. (que imagem vem a sua cabeça ao falar a palavra "Nike"? É a marca bem conhecida ou um de seus produtos; isto acontece porque a empresa associou o seu emblema... Associações com imagens, ajudam a Palavra de Deus a permanecer nos corações das crianças).

5.       Mescle o verso com todos os aspectos da história/lição

6.       Prepare-se como professor: Saiba o verso que você vai ensinar de memória. E o coloque em local bem visível a todos na sala (quadro de giz, cartaz, etc..)

7.       Parabenize através de palavras ou prêmios. Psicólogos nos lembram que memorização acontece com maior eficiência se algum tipo de recompensa é dado ao aluno - seja cumprimentos, certificados, troféus, prêmios...

8.       Descubra o que motiva cada uma das crianças a aprender a Palavra de Deus. Para umas, basta desafiá-las a guardar a Palavra de Deus em seu coração; para outras é necessário algum tipo de recompensa palpável.

9.       Para guardar a referência, diga o nome do livro, capítulo e verso antes e depois do verso em sí.

10.   Para todas as idades a chave para a memorização é a repetição. Torne-a divertida! Seja criativo! Versos estudados apenas uma vez são facilmente esquecidos. Revisões ajudam as crianças a guardar o que aprenderam e as ajudam a tornar o verso parte de suas vidas.

11.   Seja selectivo: é preferível aprender uns poucos versos e sabê-los do que tentar memorizar muitos versos e não consegui-lo bem.

12.   Não despreze, não menospreze ou contribua para uma sensação de fracasso naqueles que aprendem mais devagar.

13.   Mande o verso para casa, de alguma forma impressa/escrita. Se possível algo que a criança mesma tenha feito.

14.   Seja criativo! A chave para ensinar a decorar versículos a crianças está na palavras VARIEDADE. Um professor eficiente vai encontrar maneiras diferentes e divertidas de ensinar as Palavras de Deus.

Como contar histórias?

ø  Passe segurança! Não se desculpe ao começar, nem em palavras nem com uma expressão corporal encurvada.
ø  Conte em suas próprias palavras. Deixe a imaginação funcionar - isto é o que cria mágica e não malabarismos da memória.
ø  Se der branco, continue. Não faça caretas, chingue nem desculpe-se. Continue descrevendo detalhes de cores, locais.. isto estimula a imaginação e ajuda a memória. Ou então faça uma pausa, olhando todos nos olhos, como para levantar suspense (não olhe para o chão). Improvise!
ø  Mantenha as histórias até 10 minutos de extensão. Ensaie e cronometre.
ø  A introdução é crucial. Você vai ganhar ou perder, nos 3 primeiros minutos dependendo de como você começa.
Você tem que criar sua audiência no grupo de crianças, cada uma com seus próprios pensamentos e focos de atenção, antes que você possa começar a contar uma história para elas. Deve haver, na introdução, o indício de que coisas excitantes irão acontecer, incitando a curiosidade, unindo as crianças em antecipação. Não dê tudo na introdução. Sempre mantenha um certo nível de mistério, antecipação e surpresa durante toda a história
ø  Nós adultos tendemos a subestimar a capacidade das crianças de imaginar e fantasiar, e assim, muitas vezes fazemos muitos esforços para explicar ou justificar o cenário, ou explicar tudo com detalhes. Na verdade, o que atrai as crianças é a possibilidade de entender os aspectos implausíveis da história depois; o que é óptimo, você tem a atenção delas e elas ficarão pensando no que você disse.
ø  Para contar histórias você precisa de um pouco de habilidade em vendas, sinceridade (não tente fingir alegria, tristeza, etc.. seja verdadeiro!), entusiasmo (não significa ser barulhento ou articificial), animação (em gestos, voz, expressão facial) e mais importante, ser você mesmo.
ø  Nós queremos que a mensagem chegue clara e bem definida. Nosso objetivo é comunicar as verdades da Bíblia de uma maneira pessoal e com uma aplicação clara. Seja qual for a maneira que você conte a história, tenha certeza de ser objetivo! Não assuma que as crianças vão entender. Torne a história o mais real possível. Não conte a história de uma maneira cansada ou mal resumida. Pule dentro da narrativa, com a mesma intensidade que os fatos... Escolha UM ponto e conte-o como se fosse a notícia mais interessante do mundo.
ø  Mantenha simples e direto.
ø  Uma vez terminada a história, não fique divagando e corrigindo. Deixe os pensamentos das crianças presos no ponto da história, na mensagem central.
ø  Quanto mais você praticar, melhores ficarão as suas técnicas. Teste diferentes métodos, seja criativo. Você sempre aprende com suas experiências. Não seja extremamente tímido ou preocupado "com o que os outros irão dizer se...". Não tenha medo de ser um palhaço ou fazer papel de bobo para Cristo e para as crianças. Humildade, amor e oração são elementos importantes para contar histórias, juntamente com criatividade e inovação. As crianças pegam muito mais do que a história de você; elas percebem o seu entusiasmo pessoal com a mensagem. Elas precisam ver que você foi tocado pela Palavra. Prepare o seu coração enquanto prepara a história.

ø  Tenha certeza de colocar algum drama, suspense na história. Deve haver uma situação que dirija ao climax e ao final da história. O conflito pode ser introduzido imediatamente ou aos poucos para aumentar o suspense e a intriga. Tente levar os ouvintes a se preocupar junto com os personagens e se envolver com o que acontece.

ø  O professor deve estudar a lição muito bem. Você precisa saber muita coisa para poder ensinar um pouquinho.

ø  Crianças aprendem com seus sentidos. Elas adoram sentir, cheirar, tocar, escutar e ver. Descreva personagens e locais vividamente, ajudando-os a solidarizar-se com os personagens.

ø  Numa audiência mista, tente colocar a história ao nível do mais novo.


Características de uma boa história:

Tema único e bem definido; Enredo bem desenvolvido; Estilo: imagens vívidas, sons e ritmo agradáveis; Caracterização; Coerente com a fonte; Apelo dramático; Apropriado e adequado aos ouvintes.



Contar histórias - Métodos


Ao escolher um método, comece por analizar a história e qual o seu objetivo. Em geral use:

Narração: quando a história tem um enredo simples e elementos familiares.Participação ou cantos: quando você tem partes que se repetem frequentemente e/ou frases engraçadas Material visual: quando a história for complicada ou contiver elementos desconhecidos. Histórias caracterizadas: teatro, fantasias ou um único boneco. Quando o envolvimento ou o teatro ajudam a enfatizar a mensagem da história ou para facilitar a expressão de sentimentos e pensamentos interiores.Dramatização: quando se quer ilustrar uma aplicação da mensagem ou se tem muitos personagens de igual importância.

Outras possibilidades são:
Ø Ler a história diretamente para as crianças. Ao se preparar leia a história diversas vezes e pelo menos uma vez em voz alta. Ao ler para as crianças seja tão animado como se estivesse contando-a; leia devagar e olhe nos olhos das crianças..
Ø"Vamos fazer de conta” muito boa para explorar atos e suas conseqüências
Ø  Contar uma experiência; algo que aconteceu a você, e de preferência que não te coloque como um "bom" exemplo
Ø  Discussão / perguntas e repostas Para crianças mais velhas; lembre-se que uma história bíblica não é uma palestra.

Métodos Envolventes:
Ø História participativa. Como quando um mágico usa alguém da platéia (crianças guardam 60% do que fazem, 30% do que vêem e apenas 10% do que escutam).
Ø  Coros, cantos e histórias com eco. O professor combina com as crianças uma frase ou atitude a qual elas devem responder com uma palavra ou gesto específico. Ou faça com que as crianças criem os efeitos sonoros de acordo com a história sempre que você indicar. É impressionante a quantidade de coisas que eles memorizam assim.
Ø  Pantomima: É especialmente eficaz com grupos pequenos de crianças menores, em que eles "participam" na história ao representar.
Ø  Teatralizando: apos contar rápida e resumidamente a história deixe as crianças se tornarem os personagens.
Ø  Jogo de personificação: cada criança assume um personagem e deve reagir as situações que você apresenta.

Métodos visuais:
Ø  Histórias em seqüência: a medida que a história evolui, use uma série de figuras para ilustrá-la. Livros de colorir são boas fontes de material; Cuidado com: temporização (para que as figuras não sejam apresentadas antes do fato), controle o interesse do grupo e não distraia a atenção deles dos pontos importantes.
Ø  Quadros de Figuras ou palavras: A chave aqui é o elemento surpresa (o que será acrecentado depois?)
Ø  Figuras misteriosas: a medida que a história é contada vá desenhando uma série de linhas e formas sem sentido até que as linhas se formem objetos reconhecidos que dão ênfase a partes da história. (Simplifique o trabalho fazendo os traços a lápis, bem claro, antes. Certifique-se que o quadro e o desenho são grandes o suficiente para ser vistos por todos. Falar e desenhar ao mesmo tempo é mais complicado que parece; conheça bem a história e pratique antes).
Ø  Acrósticos: podem ser usados durante a lição preenchendo com as palavras no correr da história. (ex. escreva JESUS no quadro; a medida que a história continua escreva: José no J de Jesus, Esteve no E de Jesus, etc...
Ø Flanelógrafo: Muito útil se a seqüência, movimento e relacionamentos são importantes para a história.

Métodos visuais são especialmente importantes se objetos desconhecidos são parte da história. As vezes é melhor apresentar os objetos antes da história para evitar confusão durante a narrativa.
Outros métodos visuais incluem modelagem, dobraduras, quadros de giz, mapas...


Métodos dramáticos
Ao contar uma história, lembre-se que suas expressões faciais e gestos são tão importantes como o tom e o som da sua voz. Aprenda a exagerar emoções, desenvolva diferentes vozes e personalidades, conte histórias em "bumerangue", isto é você dialoga com você mesmo.
Ø  História narrativa. O professor assume a postura de observador / testemunha, até as vezes usando uma fantasia. Ajude as crianças a "estar lá" com você, ver através dos seus olhos.
Ø  Esquetes ou quadros vivos. A história toda ou partes são encenadas.
Ø Entrevista: onde o professor entrevista um personagem convidado (requer 2 pessoas ou você e 1 boneco)

Bonecos e fantoches. Existem diversos tipos de fantoches. Os mais simples podem ser feitos a partir de uma meia ou saco de papel ou simplesmente recortando silhuetas e colando-as a palitos de picolé.
Cada fantoche deve ter uma personalidade clara (ex. nervoso, tímido, orgulhoso. ) e também uma voz que não devem mudar durante a história.
Não use fantoches apenas para narrar a história, Converse com o boneco ou faça com que atuem.
Tome cuidado ao usar fantoches em um teatro, para que eles não caiam da cena, a medida que seus braços cansem e para que sua voz alcance a platéia. Cuidado com movimentos fora de sincronia, diálogos muito complexos e excesso de objetos e cenários. Mantenha contato visual (olhar) entre os fantoches e entre fantoches e crianças.


Cuidados gerais:
Atente para moralização: Nós estamos tentando comunicar o amor de Deus para pecadores e não morais ou "faças" e "não faças". Não confunda o evangelho com a sabedoria da idade ou conselhos paternais.
Atente para possíveis erros de interpretação dos objetivos da lição. Cuide para não pegar as histórias literalmente ou carregá-las com outras conotações em detrimento da mensagem.

Sugestões e exemplos de atividades dinâmicas na EBD

æ Colocar a criança na situação de um dos personagens.
Antes de contar a história de Zaqueu propor que uma suba na mesa e observe as demais no chão e deixar que comentem suas reações; ou na história de um cego, antes de começar a história, proponha que fechem os olhos e tentem caminhar até o outro lado da sala ou abrir um pacote, e ouvir as descobertas e sentimentos. Na história da dracma perdida, esconder moedas na sala, para que as crianças procurem (podem ser moedas de chocolate).

æ Explorar o conhecimento prévio das crianças.
Na mesma história de Zaqueu, ao invés de experimentar subir na mesa, perguntar e ouvir os relatos das crianças sobre quando já subiram em árvores e qual a sensação que tiveram. Se a história fala de um mendigo, perguntar sobre os mendigos que vêem na rua, como será que eles se sentem etc...

æ Permitir que participem durante a história.
1. Combinar no início da aula, cada vez que aparecer o cachorro na história vocês devem dar dois latidos e cada vez que alguém bater à porta, vocês batem 3 vezes na mesa. (especificar bem a quantidade para evitar bagunça e dispersão).

2. Distribua as figuras de personagens da história antes de começar e peça a cada criança que coloque o seu personagem na hora em que ele aparecer na história. (Ex. na história da ovelha perdida, prepare as ovelhas antes da aula com as crianças e peça que as segurem; quando você falar que o pastor tinha muitas ovelhas, peça às crianças que as coloquem na mesa; quando uma fugir, você mesmo a tira e continua a história.

æ Dramatização (cena muda / mímica / fantoches)
1. Para fixação da história, divida a turma em grupos e peça que cada grupo encene, sem palavras ou com bonecos que eles mesmos façam usando sucata, uma parte da história e deixe os outros adivinharem que parte é (você pode distribuir papéis com as cenas ou deixar que eles escolham as partes que mais gostaram).

2. Formar duplas, e cada dupla tem que inventar uma cena ou mímica, para que os outros adivinhem, sobre como usará o que aprendeu na história no seu dia a dia.

æ Painel (em grupo)
1. Colagem - com recortes de revistas e papel colorido, sobre uma folha de papel bem grande, criar a cena mais interessante da história.

2. Colagem de palavras - depois de contar a história, pedir que digam palavras, sentimentos, expressões que reflitam o que pensam sobre a história e fazer uma colagem usando todas as palavras recortadas de revistas, ou escritas em pedaços de papel colorido.

æ Fazer um objeto ou produto que seja importante para a história
Na parábola do fermento, preparar uma massa de pão no início da aula, no final observar quanto cresceu, e levar para casa para assar. Usar argila ou papier-machê para fazer objetos: cesta de papier-machê - inflar um balão, e alternar cola branca e tiras de jornal; na última camada usar papel colorido (revistas); deixar secar um pouco e estourar o balão. Cortar a borda superior e fazer as alças de tubos de papel de revista trançados.

æ Envolver a comunidade
1. Trazer uma pessoa para ser entrevistada ou contar seus relatos na aula (ex. Batismo, trazer um pai com fotos do batismo de seus filhos; uma pessoa que esteve doente e sentiu Deus agir na sua cura, etc..)

2. Preparar cartões sobre a mensagem da história aprendida para serem distribuídos aos adultos após o culto. No domingo de Ramos, levar as crianças a enfeitar o pórtico da igreja, durante o culto, para surpreender a comunidade na saída. Preparar lembrancinhas para serem levadas a amigos na escola, ou a vizinhos; ou a pessoas doentes num hospital.

Como convidar e trazer crianças para o Culto Infantil?

Algumas dicas:
Não faça um discurso nem ameaças. Evite impor muitas regras (ex. têm q vir todo o domingo; se faltar uma aula perde pontos, etc..).
Use 'reforço positivo': quem vem ganha uma estrelinha numa cartela, por exemplo, e no final de tanto tempo, podem trocar as estrelinhas por um brinde ou uma atividade especial; faça um quadro do "aluno do mês" para colocar os nomes e/ou fotos daqueles que vieram a mais de 50% ou 70% dos encontros no mês anterior (comece com um alvo baixo e vá aumentando aos poucos até o quadro ser exclusivo dos que vem a mais de 90%). Faça pequenas apresentações das crianças nos cultos (homenagem ao Dia das Mães, ao Dia dos Pais, etc..) isso costuma motivar as famílias a vir; mas seja comedido, se fizer toda semana "gasta".
Aprenda os nomes das pessoas: Se apresente. Convide, converse pessoalmente com os pais, procure conhecer as crianças e conversar com elas: comece por aprender o nome de cada um.
Faça algumas atividades "para família" Por exemplo, convide os pais a virem com os filhos para um almoço especial só deles ou faça uma atividade de arte para todos juntos (pode ser colagem, pintura, etc..). Uma parte do problema pode ser que os pais não conhecem os professores da EBD e não confiam que estas pessoas vão cuidar bem de seus filhos. Se você se apresenta e também aos outros outros professores, convida para verem a sala ou participar da EBD com as crianças, você ajuda a tranqüilizá-los.
Comece! Com três ou quatro alunos mesmo. É difícil trabalhar com grupo tão pequeno, mas faça um bom trabalho e a propaganda boca a boca se encarregará de trazer mais alunos.
Promova amizade: Faça jogos e brincadeiras para as pessoas se conhecerem e fazerem amigos; é muito mais facil voltar a um lugar onde você sabe que vai encontrar aquela pessoa com quem você pode conversar ou brincar. Dê um tempo para o pessoal confraternizar: um cafezinho ou um copo de suco são o suficiente para incentivar o pessoal a ficar mais uns minutos e bater um papo. Tenha alguns ajudantes, pessoas que vão ficar de olho naqueles que estão se sentindo meio inseguros ou constrangidos. Cabe a estes ajudantes se aproximarem, conversarem, apresentarem uns aos outros.
Não desanime É super difícil manter a motivação quando o grupo é pequeno, as pessoas não vêm, não há compromisso. Mas, desânimo é contagiante. A boa notícia é que empolgação e força de vontade também são contagiantes. Se você tem alegria genuína pelo trabalho que está fazendo as pessoas vão perceber e aos poucos se contagiarão também.
Ore, ore, ore Deus te abençoará.

Prepare-se para a aula

Comece com antecedência - leia a passagem bíblica que você irá ensinar uns 15 a 10 dias antes da aula várias vezes e até em traduções diferentes da Bíblia. Prepare o roteiro 7 a 5 dias antes. Assim você tem tempo de comprar e preparar o material necessário e ensaiar e repassar a história.
Comunique-se - se você trabalha com um assistente ou professor auxiliar, passe o que você programou para ele, numa reunião e por escrito. Ou ainda melhor, programe junto com seu auxiliar o trabalho - diz o ditado que "Duas cabeças pensam melhor que uma!"
Prepare um roteiro básico - em geral ele deve indicar:Objetivo: Qual a mensagem / verdade bíblica que quero transmitir?Texto: Qual passagem Bíblica usar?Como: Qual material didático ou método vou usar? Quais serão as atividades de fixação?
Tempo: Qual o tempo disponível? O que programei cabe neste tempo?
Em seguida faça o Plano de Aula completo, que deve conter, por escrito cada passo da aula.
Aula: quem faz o que, o tempo previsto para cada atividade, o material necessário, o resumo da história que você ira contar...
Atenha-se ao objetivo em todas as etapas. As músicas, o versículo para memorizar, as atividades com as crianças, tudo deve transmitir a mesma mensagem.
Ensaie - depois de ter feito o roteiro da sua aula, ensaie. Ensaie o texto, como o irá dizer e a seqüência dos acontecimentos. Pegue o material que irá usar e ensaie com ele (por exemplo, coloque as figuras do flanelógrafo em ordem de uso; ensaie entradas e saídas dos fantoches, a altura do braço, expressões; etc..).
Faça um Teste em frente ao espelho, assim você tem uma idéia melhor do que seus alunos verão.
Teste as atividades - A tinta e papel escolhidos para as crianças pintarem são atóxicas? O papel resiste à tinta ou desmancha? Quanto tempo o papel machê leva para secar? Quanta sujeira a argila faz na mesa, preciso forrá-la com plástico ou jornal basta? Seja lá o que for que você decida apresentar para as crianças fazerem, teste antes em casa.
Ore sempre! - antes e depois da leitura, do preparo do roteiro, dos ensaios, das conversas e da aula!
Sorria, confie em Deus e divirta-se com suas crianças!

O Perfil de um Professor Cristão

O professor  e o seu preparo pessoal
1. Comunhão intima e diária com Deus é essencial. Para isto precisamos:
Ouvir: nos cultos, estudos bíblicos e treinamentos.
Ler: comer a palavra de Deus, seguir uma leitura programada por assuntos ou por livros da Bíblia.
Estudar: Buscando uma leitura mais profunda da Bíblia, conhecimentos em livros e comentários bíblicos.
Decorar: memorizando aquilo que lemos (Salmos 119:11), para não pecarmos.
Meditar: O que a Palavra de Deus está dizendo e como isto se aplica a você! Sl 1:2
2. Oração: A oração é o fôlego da alma. Vivemos por meio dela. Nossa oração precisar ter: 
Adoração: Cultuando a Deus pelo que Ele é. (SL 145; MT 6:9 )
Louvor: Agradecendo pelo que Ele tem feito. (Sl 107: 1:9)
Confissão: Arrependimento e confissão de pecados. (1 João 1:9 ; Sl 51 ; MT 6:12)
Petição: Expondo a Deus nossas necessidades. (MT 6:11-13)
Intercessão: Pedindo em favor de nossos alunos (Ef 1:16-19 ; 6:18)


Característica de um bom Professor
1.     Dedicado e chamado por Deus
2.     Ama e compreende seu aluno
3.      Tem visão da necessidade de ganhar almas para Cristo
4.      Tem senso de responsabilidade: não falta
5.      Separa tempo para preparar sua aula
6.    Vive uma vida cristocêntrica
7.    Dá bom exemplo em sua vida diária
8.    Depende da oração, do Espírito santo e da Palavra de Deus
9.    Não se desanima facilmente. Persevera
10.  Está pronto a ouvir as sugestões e idéias dos outros
11.   Espera resultado nas vidas de seus alunos


O que um bom Professor da EBD precisa ter:
ENTUSIASMO: para enxergar o potencial dos alunos e professores da EBD.
AMOR: para preencher nossa insuficiência e nos animar sempre.
PERDÃO: para oferecer, quando nem sempre tudo dá certo.
: para crer no poder do Espírito Santo, agindo através da EBD.
HUMILDADE: para mudar e aprender, ouvir sugestões e compartilhar desafios.

Como pode o professor conhecer seus alunos pessoal e intimamente?
1.     Leia livros proveitosos e revistas evangélicas sobre Psicologia da criança e do adolescente.
2.     Assista seminários sobre métodos de ensino
3.     Visite outras classes e observe os professores, trocando idéias e experiências
4.     Faça um curso de professores (seminários, igrejas, Apec ...)
5.     Faça um fichário com várias informações sobre os seus alunos. Acrescente informações sobre o seu lar, escola, interesses, passatempos, progresso espiritual, etc... Durante a semana, no seu momento de oração, conserve o fichário aberto para orar pensando no aluno como ele










Congresso das Crianças (Responsável Tia Gisele)Pregadora Prª Jaqueline

Congresso das Crianças( Responsavel Tia Gisele) IMO VP

Não vou DESISTIR